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No episódio #27 do podcast Vozes de Peso, recebemos Isabeli Gonçalves Silva, analista de Produto, e Antonio Carlos “Kayo” Honório, especialista em Produtos de Software da Engenharia.

Neste artigo, reunimos um recorte em que Kayo aborda a evolução dos softwares de pesagem industrial e logística da Toledo do Brasil, explicando como cada solução sustenta operações mais seguras, precisas e integradas. A seguir, você confere os principais destaques dessa conversa.

Episódio 27 do podcast Vozes de Peso sobre produtos digitais da Toledo do Brasil
No episódio #27 do Vozes de Peso, especialistas apresentam a evolução dos produtos digitais da Toledo do Brasil.

A evolução para um sistema totalmente digital: o surgimento do MWS

O MWS inaugurou a fase dos produtos totalmente digitais da Toledo do Brasil, consolidando a primeira solução criada para operar sem dependências de hardware específico. “O objetivo era entregar um sistema 100% digital, independente de qualquer equipamento proprietário”, enfatiza Kayo.

A solução combina funcionalidades típicas de MES e WMS, permitindo rastrear todo o fluxo produtivo, do consumo de insumos à finalização e expedição do produto. Kayo explica que a proposta foi integrar controle de materiais e execução da manufatura em um único ambiente digital. “O sistema acompanha a movimentação, o consumo e todas as etapas da produção com rastreabilidade completa”, afirma.

Por não depender exclusivamente de peso como fonte de dados, o MWS pode ser alimentado por diferentes mecanismos, como leitura de códigos de barras ou integrações com outros sistemas. Essa flexibilidade amplia sua aplicação em ciclos produtivos diversos.

Ao mesmo tempo, a Toledo explora um diferencial exclusivo: embarcar o MWS diretamente em suas próprias balanças, algo inviável para concorrentes. “Isso elimina a necessidade de computadores industriais em ambientes agressivos, como câmaras frias ou áreas úmidas, locais onde um PC não sobreviveria”.

Multiplataforma por design, a solução pode ser executada em balanças, coletores Android ou computadores convencionais, adaptando-se à realidade operacional de cada cliente. Para Kayo, o MWS ocupa um lugar especial no portfólio. “Foi o primeiro produto digital puro da empresa, e tive a responsabilidade de escrever suas primeiras linhas de código”.

Guardian transforma a balança rodoviária em uma plataforma de automação logística

O Guardian representa a evolução natural da balança rodoviária em direção a um sistema inteligente de controle operacional. Mais do que registrar pesagens, ele transforma a balança em uma plataforma de automação logística. “Hoje o cliente não pode mais enxergar a balança isoladamente; o Guardian expande sua capacidade e integra todo o processo”, explica Kayo.

A solução automatiza completamente o ciclo de pesagem, eliminando a necessidade de um operador dedicado para monitorar a subida do veículo, aguardar a estabilização, confirmar o peso ou digitar placas. O Guardian incorpora tecnologias como OCR e RFID para identificação automática, a mesma base usada em tags de pedágio ou acesso veicular. “O sistema identifica o veículo, verifica se está autorizado e conduz toda a operação de pesagem de forma autônoma”, destaca.

Além da automação, o Guardian monitora limites operacionais configurados pelo cliente, detectando inconsistências ou situações de risco. Pesos fora do padrão histórico, divergências entre carga prevista e carga real ou excedentes que sugerem erro de carregamento são sinalizados pelo sistema. “Se um caminhão costuma chegar vazio com dez toneladas e aparece com dezessete, o sistema alerta imediatamente”, exemplifica Kayo.

Outro diferencial é o controle de enchimento. O Guardian gerencia o carregamento em silos e determina exatamente quanto material deve ser depositado no caminhão, com base na tara e no limite bruto regulamentar. Essa automação otimiza o uso da capacidade de transporte e reduz emissões ao evitar viagens subaproveitadas. “O Guardian carrega o veículo até o limite permitido, garantindo melhor aproveitamento do frete e contribuindo para a redução de CO₂”, afirma.

Gestão de pátio inteligente e redução de emissões com o Guardian

O Guardian acrescenta ao processo logístico uma camada avançada de gestão de pátio, reduzindo tempos de espera e, consequentemente, emissões de CO₂. A solução identifica automaticamente quando um veículo concluiu a pesagem ou o carregamento e aciona o próximo da fila sem necessidade de intervenção humana. “O sistema detecta a finalização da operação e já chama o próximo caminhão de forma automática”, explica Kayo.

Esse fluxo contínuo também se estende aos motoristas, que podem receber notificações diretamente no celular informando quando chegou a vez de entrar na balança ou realizar o carregamento. “Conseguimos avisar o motorista pelo celular, reduzindo tempo ocioso no pátio”, destaca.

A automação elimina gargalos causados por falhas operacionais, como esquecimentos, demora na conferência ou dificuldade em identificar quem está aguardando. O Guardian monitora a formação da fila, reconhece cada veículo e determina a ordem de atendimento sem depender do operador. “O sistema sabe quem está no pátio e quem deve ser chamado em seguida, evitando perdas por erros de processo”, afirma Kayo.

A redução do tempo de permanência dos caminhões não apenas aumenta a eficiência, mas também gera impacto ambiental mensurável. Menos veículos ligados e parados significam menor consumo de combustível e menor emissão de gases. Esse tipo de otimização tem sido decisivo para empresas que buscam certificações ambientais e metas de sustentabilidade.

A solução se estende também ao modal ferroviário, controlando o enchimento de vagões para manter cada composição dentro dos limites de segurança. Excedentes podem comprometer trilhos, causar danos estruturais e gerar riscos severos. Por isso, o sistema atua como mecanismo preventivo em toda a cadeia logística. “Ele ajuda a manter caminhões e trens dentro dos parâmetros regulamentares, reduzindo riscos operacionais e impactos no pavimento e nos trilhos”, completa.

Veja a conversa completa no Vozes de Peso

Continue a leitura ou avance para o episódio #27 e acompanhe os exemplos apresentados pelos especialistas.

Assistir ao episódio

SPAR aprimora a fiscalização de cargas e a proteção dos usuários das rodovias

O SPAR é um dos sistemas desenvolvidos pela Toledo do Brasil para apoiar a fiscalização de peso nas rodovias. Segundo Kayo, a solução contribui diretamente para a segurança viária, monitorando o peso dos caminhões e evitando que veículos com sobrecarga circulem pelas estradas.

“Caminhões acima do limite legal aumentam de forma significativa os riscos nas rodovias: degradam o pavimento mais rapidamente, gerando buracos que podem causar danos ao veículo, e aumentam a probabilidade de acidentes graves. Freios, pneus e suspensão podem falhar quando submetidos a esforços superiores ao projetado”, afirma.

Para mitigar esses riscos, o SPAR atua como um sistema de pesagem e automação das rodovias. “Hoje, ele funciona em um modelo híbrido, combinando infraestrutura local com processamento em nuvem, permitindo auditoria, automação e monitoramento contínuo das operações de pesagem.”

Por que rodovias e empresas usam balanças rodoviárias diferentes

A pesagem realizada nas rodovias segue uma lógica completamente diferente daquela empregada em balanças industriais ou comerciais, e isso está diretamente relacionado ao nível de precisão exigido por norma. Enquanto sistemas como o Guardian utilizam grandes plataformas para pesar o caminhão inteiro de forma estática, requisito indispensável para transações comerciais, emissão de notas fiscais e baixa de estoque, nas rodovias o processo é outro.

Kayo explica que, no ambiente rodoviário, a legislação permite uma margem de erro maior, pois o equipamento utilizado possui classificação metrológica distinta. “Na rodovia, a balança tem uma tolerância superior, justamente porque realizamos pesagem em movimento”, observa. Ele compara o funcionamento ao dos radares de velocidade, que também consideram um valor aferido seguido de uma margem regulamentar antes da autuação.

Como a medição é dinâmica, o sistema não pesa o caminhão como um todo, mas sim eixo por eixo, avaliando cada ponto de contato do veículo com o solo, justamente onde há risco de dano à pavimentação. “A verificação é feita considerando o tipo de caminhão e a distribuição de peso. Não importa apenas o total; é preciso avaliar se cada eixo está dentro do limite previsto”, detalha Kayo.

Centralização da fiscalização: o papel do Agente Remoto no SPAR

O SPAR também incorpora um módulo em nuvem fundamental para a modernização da fiscalização rodoviária: o agente remoto. Kayo explica que, visando a eficiência dos gastos públicos, o governo tem concentrado equipes em centrais operacionais que supervisionam diversos postos de pesagem simultaneamente. “Um único agente consegue monitorar vários pontos do país e atuar apenas nos casos que realmente demandam fiscalização mais rígida”, destaca.

Todos os veículos são pesados automaticamente pelo sistema, e apenas aqueles que apresentam indícios de excesso de peso são sinalizados. A partir daí, o agente remoto intervém exclusivamente nos casos críticos, conduzindo as verificações necessárias e aplicando autuações quando cabíveis. Esse fluxo racional otimiza o uso dos recursos públicos, reduz deslocamentos e direciona o esforço humano exatamente onde ele é necessário.

Para garantir precisão e rastreabilidade, o SPAR integra o módulo de vídeo Video Control, que funciona como uma espécie de “VAR” da pesagem rodoviária. Ele registra imagens, evidencia o momento da medição e fornece provas visuais que embasam a fiscalização. “O sistema captura e documenta tudo, permitindo confirmar se o veículo realmente estava com excesso naquele ponto”, afirma Kayo.

Como o GIP sustenta o fluxo de dados nos grandes centros logísticos

O GIP surgiu para conectar as balanças cubadoras da Toledo do Brasil aos sistemas das grandes plataformas logísticas. Kayo explica que empresas como Mercado Livre, Shopee e diversas outras operam fluxos massivos de encomendas que passam continuamente por equipamentos de pesagem e cubagem. É nesse ponto que o software se torna essencial. “O GIP é quem informa ao sistema do cliente que o pacote passou pelo centro logístico, em qual cidade está e em que etapa do fluxo se encontra”, detalha.

Ao atuar como intermediário entre os equipamentos físicos e o ambiente digital das operações, o GIP consolida as medições e transmite automaticamente os dados para as plataformas das transportadoras e marketplaces. “Essa integração garante rastreabilidade em tempo real e sincroniza o status das encomendas com precisão, permitindo que o consumidor receba notificações atualizadas sobre cada movimento do pacote.”

Pesagem ferroviária em movimento e a função do SPF

A pesagem de composições ferroviárias é uma das operações mais complexas da cadeia logística, e o SPF (Sistema de Pesagem Ferroviária) foi desenvolvido justamente para lidar com essa dinâmica. “Enquanto o Guardian pesa o trem parado, o SPF pesa o trem em movimento, eixo a eixo, o que permite registrar o peso dos vagões sem interromper a operação ferroviária”, explica Kayo.

Composições pequenas podem ter 60 vagões, e as maiores chegam a 120. Em muitos casos, pesar tudo de forma estática levaria horas e travaria o fluxo logístico. “Parar vagão por vagão seria inviável e a pesagem em movimento é o único método capaz de garantir precisão sem comprometer produtividade”, ressalta.

O sistema também resolve outro desafio crítico: distinguir corretamente vagões e locomotivas. Em grandes composições, é comum distribuir diversas locomotivas ao longo do trem para conseguir tracionar toneladas de carga. “A locomotiva não tem carga, quem carrega são os vagões”, explica Kayo. Por isso, o operador define previamente a configuração da composição, permitindo que o SPF identifique cada elemento conforme ele passa pelo trecho instrumentado.

Dentro das plantas industriais, o cenário se torna ainda mais complexo. Uma composição de 120 vagões frequentemente supera um quilômetro de extensão, e poucas empresas dispõem desse espaço linear. Assim, é necessário fracionar o trem em vários ramais internos e, depois, remontá-lo. Contudo, essa remontagem não preserva a ordem original. “O vagão um pode virar o setenta e dois, e o três pode virar o oitenta”, comenta Kayo. Para lidar com isso, o SPF utiliza identificação RFID, a mesma tecnologia aplicada no Guardian, ou, dependendo da ferrovia, entradas manuais.

O Trainweigh é o equipamento físico responsável pela medição, enquanto o SPF executa toda a inteligência do processo. Como define Kayo, “o Trainweigh é a balança, e o SPF é o software que faz todo o orquestramento”. Isso inclui identificar locomotivas e vagões, consolidar pesagens, calcular tara e peso líquido, e transmitir as informações para os sistemas ferroviários.

“O resultado é um processo robusto, rastreável e extremamente eficiente, capaz de lidar com grandes massas em movimento com a precisão necessária para a segurança e para o faturamento ferroviário.”

Conclusão

Esse bate-papo revelou o quanto tecnologia e automação são indispensáveis para um fluxo logístico realmente eficiente. Do controle de excesso de carga nas rodovias ao monitoramento de longas composições ferroviárias em movimento, cada solução da Toledo do Brasil mostra como precisão, segurança e rastreabilidade caminham juntas.

Para se aprofundar ainda mais nesses bastidores, ouvir as explicações completas do Kayo e conferir todos os exemplos apresentados, assista ao episódio completo do podcast. Clique no vídeo abaixo e aproveite a conversa na íntegra.

Assista ao episódio completo

Assista à conversa completa sobre MWS, Guardian, SPAR, GIP, SPF e a evolução dos produtos digitais da Toledo do Brasil.

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